Bispos

 Dom Paulo Cardoso da Silva

Dom Paulo Cardoso da Silva

6º Bispo de Petrolina
 
“Evangelizare pauperibus”

 

Frei Paulo Cardoso da Silva nasceu em 19 de outubro de 1934 em Caruaru – PE. Emitiu a profissão simples em 13.02.55 e a solene em 22.02.58. Foi Prior do Convento do Carmo de Carmocim (PE), cidade onde fundou o Colégio Monte Carmelo, em 1963, atuando como professor e assumindo a sua direção até 1985. Ainda em Camocim, foi fundador da Cooperativa Agropecuária e iniciou um trabalho para alfabetização de adultos. Foi vigário de 1972 a 1979. Foi nomeado Bispo de Petrolina em 19 de março de 1985, tomando posse no dia 1º de maio do mesmo ano. Desde então, a obra missionária e a evangelização ganharam um novo espaço nas ações da Diocese, para as quais convergem todas as outras realizações: missões, criação da Fraternidade do Carmo, instalação do Seminário São José, reestruturação da Emissora Rural, dentre tantas outras obras de alcance social. Educador e conhecedor dos assuntos educacionais, há 21 anos Dom Paulo vem acompanhando e apoiando as iniciativas e projetos do Colégio Dom Bosco.

 

Realizações:

  • Ações missionárias.
  • Fest Missio 97, 98 e 99.
  • Criação da Fraternidade do Carmo – 1985.
  • Instalação da Livraria São Paulo.
  • Instalação do Seminário São José – 19.03.1960.
  • Reforma a Emissora Rural a Voz do São Francisco.

 

Construções:

  • Creche em Sta. Cruz da Venerada, Ouricuri – PE.
  • Casa da Criança São Thiago – 1991.
  • Casa das Irmãs Carmelitas de Santa Teresinha em Sta. Maria da Boa Vista – 1991.
  • Carmelo Missionário Santa Teresinha do Menino Jesus – 1° de outubro de 1998.
  • Creche em Dormentes – em construção
  • Casa de Passagem Bom Samaritano, Petrolina-PE – 2001
  • Casa do Romeiro Mãe do Bom Conselho, Santa Cruz da Venerada – 2001
  • Centro Pastoral Mandacaru – Salgueiro – PE.

 

 

domgerardoandradeponte

Dom Gerardo Andrade Ponte

5º Bispo de Petrolina
 
“Tudo pelo Evangelho”

 

Dom Gerardo Andrade Ponte nasceu em Fortaleza no dia 1º de dezembro de 1924, ingressando em 1937 no Seminário de Prainha. Foi ordenado sacerdote aos 24 anos, em 08.12.1948. Vigário da Paróquia de N.S. de Fátima, desde a sua fundação, em 13.10.55, na condição de pároco, iniciou de imediato a criação e implantação dos serviços essenciais ao funcionamento da Paróquia e ao trabalho de evangelização. Assim é que instalou a Secretaria, criou o Conselho Paroquial, o Apostolado da Oração e outros serviços auxiliares importantes. Em 1964, foi convocado para assumir a reitoria do Seminário Maior da Prainha, onde permaneceu até 1966, a convite do arcebispo Dom José de Medeiros. Retornando à Paróquia N.S. de Fátima, a vida de Dom Gerardo parecia estar intimamente ligada àquele lugar, como seu 1º Pároco, e ao Colégio Santo Tomás de Aquino, na qualidade de seu fundador. Deixou-a em 23.02.75 para aceitar sua eleição para bispo de Petrolina, por designação de Sua Santidade, Paulo VI. A sua sagração episcopal ocorreu em 17.08.75, na Concha Acústica, em Petrolina. A atuação de Dom Gerardo foi determinante para as novas realizações da diocese petrolinense, criando a equipe pastoral com o objetivo de formar comunidades de base. Sob o Bispado de Dom Gerardo, destacaram-se princípios e ações voltados à cidadania e desfavorecidos: organização das comunidades rurais e sistemas de mutirão, implantação de roças comunitárias e pequenas cooperativas, dinamização da vida sindical. No âmbito educacional, incentivou a modernização do Colégio Dom Bosco, promovendo a sua abertura aos novos tempos, garantindo-lhe autonomia de ação e seu crescimento. Foram 10 anos de serviços prestados ao fortalecimento da fé e do trabalho em Petrolina. Em 1985, Dom Gerardo transferiu-se para a Diocese de Patos e, em 6 de dezembro de 1998, celebrou o seu Jubileu Áureo Sacerdotal. Sua renúncia aconteceu em 08 de agosto de 2001. Bispo Emérito de Patos, na Paraíba, Dom Gerardo faleceu em maio de 2006, em Fortaleza, Ceará, aos 81 anos de idade. No seu testamento, imprimiu as seguintes palavras: “A vida é bela e preciosa para os que sabem viver em Deus”.

 

Realizações:

  • Formação de comunidades de base.
  • Trabalho marcante de conscientização do povo em Programas Radiofônicos e Ações com as comunidades de base.
  • Construiu prédios: João Paulo I e João Paulo II.
  • Construiu oito Templos, além de Casas Paroquiais e Centros Comunitários.
  • Recuperou e reformou a Catedral por ocasião do Cinqüentenário.
  • Iniciou a construção do Centro Vocacional.

 

 

 

Dom Antonio Campelo

Dom Antônio Campelo de Aragão

4º Bispo de Petrolina
 
“Tudo farei pelos eleitos”

 

Dom Antônio Campelo de Aragão nasceu em 5 de dezembro de 1904, na cidade de Garanhuns, em Pernambuco. Após concluir o curso de Teologia em Turim, Itália, ordenou-se sacerdote em 5 de julho de 1936, celebrando sua primeira missa no altar de Dom Bosco. De volta ao Brasil, atuou em diversas funções e dioceses, até que, em 18 de dezembro de 1956, foi nomeado, pelo Papa Pio XI, bispo diocesano de Petrolina. Distinguiu-se como um pastor “missionário e peregrino das caatingas e comunidades ribeirinhas”. Na sede ou nos rincões, Dom Campelo visitava os fiéis, levando-lhes palavras de fé. Elencam-se alguns marcos de sua gestão: instalação da Emissora Rural; construção da Vila São Francisco; inauguração do Cine Massangano (hoje, Centro Cultural Dom Bosco); implantação das Legiões Agrárias e dos círculos operários do interior; realização do primeiro Congresso de Ação Social de Petrolina, entre outros. O quarto bispo da Diocese de Petrolina exerceu sua função nessa área durante dezoito anos, sendo transferido para Salvador em 1975. Faleceu em Araripina, no dia 10 de setembro de 1988. Está sepultado na Igreja Catedral de Petrolina; seu nome, perpetuado na memória da diocese local pela eloqüência singular, pelo espírito empreendedor, pelo dom de evangelizador ardoroso na fé, pelo destemor e pela fidelidade aos desígnios de Deus.

 

Realizações:

  • Fundou o Instituto das Mensageiras de Santa Maria – 1º de julho de 1957.
  • Organizou o Departamento de Ação Social Diocesano para assistência social e educacional.
  • Construiu a Vila São Francisco para abrigar as famílias pobres vítimas da enchente em 1957.
  • Fundou a Maternidade Sta. Maria em Araripina – 03.02.1959.
  • Fundou as Legiões Agrárias da Diocese de Petrolina – agosto de 1961.
  • Realizou o 1º Congresso de Ação Católica de 3 a 7 de junho de 1962, comemorando o 1º Centenário da Criação da Paróquia N.S. Rainha dos Anjos.
  • Inaugurou o Centro Social de Araripina – 25.08.1962.
  • Inaugurou a Emissora Rual a Voz do São Francisco.
  • Inaugurou o Hospital e Maternidade Sta. Maria em Araripina em 27.01.1967.
  • Inaugurou a Escola Normal Dom Malan de Araripina – 27.01.1967.
  • Fundou o Instituto Social das Medianeiras da Paz em 10.12.1968.
  • Inaugurou o Centro de Treinamento Diocesano de Petrolina em 28 de Março de 1971.
  • Construção do Hospital de Sta. Maria da Boa Bista – 1971.

 

 

 

Dom Avelar Brandao Vilela

Dom Avelar Brandão Vilela

3º Bispo de Petrolina
 
“Da plenitude de Cristo”

 

Dom Avelar Brandão Vilela nasceu no Engenho Mato Verde, município de Viçosa, em Alagoas. Foi empossado em 14 de dezembro de 1946 e, em seu episcopado, fez-se notabilizar pelo dinamismo, pelo empenho em favorecer a consolidação do catolicismo em todas as camadas da sociedade e como o maior orador sacro do país. Realizou semanas e congressos eucarísticos, administrou a construção do Centro Social Pio XI, inaugurou as praças Nossa Senhora Auxiliadora e Dom Malan, instalou a Escola de Economia Doméstica. Do seu pioneirismo, resultou a I Semana Ruralista em Petrolina, a qual objetivava orientar petrolinenses para a implantação da agricultura irrigada no Vale do São Francisco. Atendendo à designação da Santa Sé, Dom Avelar partiu de Petrolina em 6 de maio de 1956, em direção à Teresina para onde fora nomeado arcebispo. Posteriormente, tornou-se Cardeal Primaz do Brasil. Faleceu em 19 de dezembro de 1986, legando aos seus diocesanos expressivas lições de caridade, de enobrecimento das tradições e de aprofundamento religioso das comunidades.

 

Realizações:

  • Criação de vários Departamentos de Ação Católica – Abril de 1948.
  • Inaugurou a sede da Ação Católica – 1948.
  • Realizou o 1º Congresso Eucarístico Diocesano – 06 a 10.10.1948, comemorando os 25 anos da Diocese de Petrolina.
  • Inaugurou o Centro Social Pio XI – 20.07.1951.
  • Criou o Posto de Colonização Agrícola de Petrolina – 16.06.1953.
  • Realizou a 1ª Semana Ruralista em Petrolina – 1953 e a 2ª Semana Ruralista no período de 16 a 22.05.1954.
  • Construiu a Praça com o monumento a Dom Malan.
  • Fundou a Escola de Economia Rural Doméstica.

 

 

 

Dom Idílio José Soares

Dom Idílio José Soares

2º Bispo de Petrolina
 
“Santifica-os na verdade”

 

Dom Idílio José Soares nasceu em Limeira, São Paulo, em 26 de outubro de 1887. Doutor em Sacra Teologia pela Universidade Gregoriana em Roma, ordenou-se ali em 28 de outubro de 1914. Empossado bispo da Diocese de Petrolina em 15 de janeiro de 1993, Dom Idílio se caracterizava pelo despojamento, pela simplicidade e discrição. Entretanto, seu cuidado com os pobres distinguiu-o na história local com o título de “O Bispo dos Pobres”. Conta-se que, no seu episcopado, numerosa era a legião de fiéis carentes que freqüentavam o palácio ou que recebiam a visita de seu pastor em casa. Marcaram a sua gestão a ênfase ao desenvolvimento da espiritualidade, por meio da difusão da Doutrina Cristã e da instalação do Seminário Sagrado Coração de Jesus, da fundação da Irmandade do Santíssimo da Catedral, da União dos Moços Católicos, da Ação Católica e da Ordem Terceira dos Franciscanos. Dom Idílio ainda presidiu o ato de lançamento da primeira pedra para a edificação da Casa da Criança e promoveu o I Congresso Eucarístico Paroquial. Na história do Colégio Dom Bosco, Dom Idílio se eterniza, por ter ele promovido, com o apoio do então prefeito de Petrolina, Doutor Pacífico da Luz, a reabertura do ginásio que encerrara suas atividades após a morte de Dom Malan. Por ato da Santa Sé, o segundo bispo de Petrolina foi designado para liderar a Diocese de Santos – SP, partindo em 4 de agosto de 1943. Faleceu em Campinas em 10 de dezembro de 1969, deixando inscrito, para a posteridade, seu nome de santo e humilde pastor.

 

Realizações:

 

Fundação:

  • Irmandade do Santíssimo da Catedral.
  • Congregação Mariana
  • Ação Católica
  • Ordem Terceira dos Franciscanos – 1940
  • Realização do Congresso Eucarístico Paroquial.
  • Ampliação do Hospital Dom Malan.
  • Fundação da APAMI – 10.11.1939.
  • Lançamento da pedra fundamental para a construção da Casa da Criança – 25.12.1940.
  • Fundação do Instituto São José.

 

Reativou o Seminário Sagrado Coração de Jesus.

 

Dom Malan

Dom Malan

1º Bispo de Petrolina
 
Fundador do Colégio Dom Bosco

 

“Fui enviado para evangelizar os pobres”

 

Antônio Maria Malan nasceu em dezembro de 1864, em Vignale, Itália. Transferiu-se para a França onde estudou no curso secundário, fazendo Teologia em Paris. Ingressou na Congregação Salesiana em 1886, aos 22 anos, fazendo os votos perpétuos no ano seguinte. Partiu para a América do Sul, em 1889, instalando-se em Montevidéu e ordenando-se em 28.10.1889. Em 1894, seguiu para Mato Grosso, acompanhando D. Luiz Lasagna, chefe da expedição fundadora da missão entre os índios Bororós, ganhando notabilidade por sua obra apostólica nos sertões indígenas matogrossenses. Em 1912, assumiu a Inspetoria Salesiana no Brasil (Região Norte). Em 1914, foi sagrado como primeiro bispo salesiano do Brasil, em São Paulo, como Prelado de Araguaia e Bispo Auxiliar de Amisso, pelas mãos do Núncio Apostólico Dom José de Aversa. Foi nomeado primeiro Bispo Diocesano de Petrolina em 1924. Dom Malan preocupou-se em fundar as bases religiosas petrolinenses mediante a promoção social de sua gente. Prevendo a urgência da educação como fonte de crescimento social e cumprindo compromissos com a doutrina salesiana em defesa de crianças e jovens, fundou e instalou, em 1926, o colégio N. S. Auxiliadora e o Colégio Dom Bosco – este tendo como mantenedora a Diocese de Petrolina, ao tempo em que assumiu a construção do hospital da cidade, inaugurado em 1931, sob o nome de Hospital N.S. da Piedade, atualmente Hospital Dom Malan. Participando ativamente de campanhas fundamentais para a comunidade, como a instalação da luz elétrica, procurou, sempre, defender ações para o bem-estar do povo petrolinense. Sete anos após sua chegada, a cidade foi tristemente abalada pela notícia de seu falecimento, em 28.10.1931, em São Paulo. Petrolina reconhece Dom Malan como um dos maiores pilares de sua história.

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